Humor de quinta #4
Contos de fadas
Ah, os contos de fadas! Quem
nunca sonhou em encontrar seu príncipe encantado? Respondendo a minha própria
pergunta, eu. Eu nunca sonhei com o príncipe encantado.
Não por todo aquele papo feminista de que “os contos colocam as mulheres como
personagens submissas” e coisa e tal, vamos combinar que esse discurso é muito
chato.
Acho que um dos meus problemas
com o Encantado é sua falta de credibilidade. Não dá
para confiar em um cara que prometeu amor eterno à Cinderela, Branca de Neve,
Bela Adormecia e sei lá mais quem. Onde já se viu isso? Não sei vocês, mas
poligamia não é minha praia...
Outra questão são os fetiches
estranhos do nosso amigo real, a coisa com o pé (Cinderela, a propósito, ele tinha tanto amor por essa aí que nem se lembrava do rosto da coitada) eu até
entendo, mas necrofilia (Branca de Neve)
já é um assunto bizarro demais. Não vou nem tocar no assunto da Bela Adormecida, vamos só focar na
palavra adormecida. Aliás, eu acho
que ele gostou tanto desse método que resolveu usar com as outras também. Quem
aí nunca ouviu falar em Boa Noite, Cinderela?
E chegamos à cereja do bolo. O
que provavelmente arruinou toda a ideia do príncipe encantado para mim: a
versão brasileira. Por que, oh céus? POR QUÊ?
Vocês com certeza sabem de onde vem à foto do início do post (se não sabem, ou
não são brasileiros ou não tiveram infância). Pois é minha gente. AÍ eu pergunto a vocês, como manter o ideal romântico
quando nosso príncipe encantado é o Sérgio Mallandro? Ah, a quantidade de
piadinhas infames (e provavelmente sem graça) que eu poderia fazer ligando o
sobrenome do apresentador ao tema do post...
Enfim, pelo menos no meu conto
favorito o único problema é um lobo que quando não está
perseguindo garotas de vermelho, gosta de variar
seu cardápio entre velhinhas indefesas (Chapeuzinho Vermelho) e bacon (Três porquinhos)...
Vou ficando por aqui, um ótimo
fim de semana para vocês e tomem cuidado, pois seu príncipe no cavalo branco
pode acabar se tornando uma pegadinha do
malandro...
Veronica Ferreira Cardoso
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